Festa Junina


 03/06/2018 - Escrito para o Correio da Paraíba

O mês de Junho é um tempo marcado por comemorações religiosas que também não deixam de ser comemorações do nosso povo. Esse tempo vem sendo festejado desde muito antes do Cristianismo, um festejo pagão para celebrar o solstício de verão e o início das colheitas. Na Grécia antiga e no hemisfério norte, o mês de junho coincidia com a colheita e os jogos olímpicos, que eram comemorados em torno da deusa Juno, esposa de Júpiter e padroeira do casamento e da fertilidade; nessa época, colhia-se frutas, milho e arroz, que eram plantados no verão. 

Essa tradição histórica e cultural foi abolida com a expansão do Cristianismo, e o mês de Junho deu lugar a comemoração do nascimento de São João Batista, ainda no século VI, no dia 24 de junho, data do nascimento do santo. Foi incorporada também neste mês a comemoração de São Pedro e Santo Antônio, no século XIII.   

Dentro do devocionário religioso popular se faz apologia aos três santos:  São João, o precursor e primo do Messias, que passou sua juventude no deserto, anunciou aos seus conterrâneos a chegada do Reino de Deus e  batizou o Filho de Deus no Rio Jordão, quando começou sua vida pública; Santo Antônio, frade da Ordem Franciscana, português de nascimento, dramaturgo e pregador; São Pedro, pescador da Galiléia, que foi apóstolo de Cristo e é considerado o primeiro Papa da Igreja Católica, como também na tradição popular o “porteiro do céu”. 

Junho é um mês bastante rico em tradição, crendices e devoção do povo nordestino, que nomeou esses Santos protetores das festas juninas, e que com muita fé as realizam, fazendo parte da religiosidade popular, além dos festejos litúrgicos realizados pela Igreja Católica. Como bispo entre os nordestinos, eu testemunho a alegria de uma gente que, mesmo em meio as tantas dificuldades e crises no cenário político e social brasileiro, não deixa de agradecer a Deus por tudo, e este agradecimento, apoia-se na intercessão desses santos juninos.  O povo nordestino, durante essas celebrações, é tomado por uma alegria incontida, acreditamos, e esses santos nos ensinam isto, que na vida a alegria deve permanecer sempre, não somente uma alegria exterior, mas, principalmente a alegria que nasce do seguimento de Jesus Cristo. O povo do Nordeste ama profundamente a vida e o testemunho dos santos, pois eles fazem parte da fileira incontável dos que seguem o Cordeiro de Deus, e com os santos, queremos alcançar a meta do céu!

 


Dom Manoel Delson
Arcebispo da Paraíba

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