Os Jovens, sua fé e vocação


 21/10/2018 - Escrito para o Correio da Paraíba

O Papa Francisco convocou um Sínodo dos Bispos, e trouxe para reflexão a temática dos jovens e sua relação com a fé e com o discernimento vocacional. Para o Papa, a Igreja necessita interrogar-se sobre a maneira de como deve acompanhar os jovens, propondo-lhes um caminho de chamada ao amor e a vida em plenitude.

Nas reflexões sinodais, a Igreja espera que os jovens possam ouvir a voz do Senhor que ressoa nos sinais dos tempos, pois o caminho do futuro passa também pelas mãos desses jovens. Estes não podem assumir uma postura distraída, mas devem se ocupar das diversas modalidades que proporcionam uma nova evangelização.

A Igreja, como mãe, sente muito a ausência de tantos jovens que ainda não tiveram seu encontro pessoal com Cristo. A ninguém pode ser oculto o tesouro da fé; os nossos jovens têm o dever, dever de amor, de encontrar o tesouro de suas vidas: o amor de Jesus Cristo. Alegramo-nos quando vemos tantos jovens envolvidos com a autêntica experiência de fé na vida da comunidade. Salta-nos aos olhos o vigor de quem encontrou a alegria e o sentido da vida. Quando os jovens são acompanhados, nascem verdadeiras vocações: famílias novas, sacerdotes comprometidos com a evangelização. “No compromisso de acompanhamento das novas gerações, a Igreja acolhe a sua chamada a colaborar para a alegria dos jovens, em vez de procurar apoderar-se da sua fé (cf. 2 Cor 1, 24). Em última instância, este serviço radica-se na oração e no pedido do dom do Espírito que guia e ilumina todos e cada um” (Documento Preparatório do Sínodo).

A Igreja entende que o acompanhamento dos jovens reclama a saída dos próprios esquemas pré-fabricados, encontrando-os nos lugares onde eles atuam. As novas tecnologias é um dos lugares juvenis, precisamos crescer mais na evangelização com os jovens neste meio. O Evangelho também deve ser vivido na geografia digital, e os jovens podem nos ajudar bastante, basta que nos envolvamos com seus anseios e sonhos. “Em muitos casos, trata-se também de aprender a dar espaço real à novidade, sem a sufocar na tentativa de a catalogar em esquemas predeterminados: não pode existir uma sementeira de vocações frutuosas, se simplesmente permanecermos fechados no «cômodo critério pastoral do ‘sempre se fez assim’, sem ‘sermos ousados e criativos nesta tarefa de repensar os objetivos, as estruturas, o estilo e os métodos evangelizadores das respetivas comunidades’” (Evangelii gaudium, 33).


Dom Manoel Delson
Arcebispo da Paraíba

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